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Espiritism&AllanKardec

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Trabalhadores da Paz

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MORAL ESTRANHA - E.S.E. Cap. XXIII

Entendemos Moral como uma regra de boa conduta, distinção entre o bem e o mal em observância às Leis de Deus que são imutáveis, todos, em nossa atual condição evolutiva podemos facilmente distinguir o bem do mal. Lembrando que as condutas mudam de acordo com época, costumes e leis que regem o país em que vivemos.

E o E.S.E. deu a este capítulo o título “Moral Estranha” justamente porque se refere a parábolas de Jesus com temas, que quando interpretados ao pé da letra, de forma algumas, condiz com a conduta Moral do Divino Rabi da Galiléia.

Espiritismo – Doutrina Raciocinada
Uma das importantes missões da D.E. é justamente esclarecer e levar o homem a raciocinar sobre os ideais de Cristo, motivo este o porquê do E.S.E. trazer as parábolas de Jesus relidas a uma linguagem mais simples de se compreender.

Linguagem da época
Antes mesmo de abordarmos as parábolas em questão precisamos lembrar que a cada época, língua e costumes palavras são utilizadas em diferentes níveis de interpretação.
Imaginem os senhores a Bíblia Hebraica que remonta muitos séculos, traduzida, lida e relida para os mais diversos idiomas e nas mais diferentes épocas onde cada qual que traduzia dava ali sua “interpretação particular”. ?
Não é de “estranhar” que certamente parte do que Jesus queria expressar verdadeiramente fora sendo perdido com o passar dos séculos.

Hoje em pleno século XXI quantos são os que se valem da Bíblia para manipular multidões? Erros de interpretação? Interesses mais particulares?

Não nos cabe julgamento algum, mas certamente homens se equivocam. Jesus jamais o faria porque veio até nosso planeta como um missionário.

José Raul Teixeira - Militante espírita, narrou em uma de suas palestras que participou, certa ocasião, de um exercício de interpretação bíblicas onde o mesmo texto receberá, por um grupo de 100 pessoas, das mais diversas religiões, filosofias e seitas mais de uma dezena de interpretações.

Hoje, se fizermos um exercício entre pessoas, todas ditas, Cristãs, mas desta ou daquela religião é certo que cada um fará sua interpretação particular “puxando a sardinha para seu lado”.

Em nosso meio espírita temos o Sr.Severino Celestino que fez um estudo profundo das traduções bíblicas do Hebraico ao Aramaico e nos trazem importantes revelações de quanto à bíblia fora, muitas vezes, mal interpretada em suas inúmeras traduções.

Odiar Pai e Mãe
Em Lucas Cap. 14, 25 a 27 temos o texto:
“Se alguém vem a mim e não odeia seu pai e sua mãe (...) não pode ser meu discípulo”

O que veio Jesus pregar senão amor e caridade como aprendemos e sabemos?
Será que Jesus pediria que odiássemos a quem quer que seja? Ainda mais se tratando de nossos familiares?

É evidente que não.
E o E.S.E. esclarece que em grego a palavra odiar não tinha o mesmo sentido do ódio como entendemos na atualidade e mesmo que tomássemos a tradução como odiar no sentido que compreendemos isto ira completamente de encontro ao caráter e personalidade de Jesus.

(Odiar em grego = amar menos)

O ideal que Jesus quis pregar é que amássemos a todos sem diferenças, e para segui-lo em sua mais plena natureza missionária o ideal é que alargássemos a grandeza de nosso amor, muitas vezes, tão reduzido a somente aqueles que nos são próximos.

Infelizmente nossa natureza ainda é egoísta e ainda não compreendemos os ideais de Jesus na sua amplitude.
Mas a D.E. nos esclarece que pouco a pouco estamos crescendo como Espíritos e quanto mais evoluído é o Espírito maior será sua compreensão sobre todas as coisas terrenas e espirituais.
Entendemos, entretanto, Jesus nesta passagem certamente jamais pediria para que odiássemos a quem quer que seja.

Deixai Pai, mãe e filhos
Em São Mateus Cap. 19 ver. 29 temos:
“Todo aquele que tiver deixado, por meu nome, sua casa, seu pai, mãe e filhos terá por herança a vida eterna”

Mais uma vez uma “moral um tanto quanto estranha” se interpretarmos ao pé da letra. E sabemos que é justamente na família onde estaremos exercitando o ideal de amor que Jesus pregou que é o AMOR UNIVERSAL.

Portanto, quando Jesus nos chama para seu apostolado e pede-nos para deixarmos nossos queridos isso não significa que devemos abandoná-los ao sabor da sorte, o que implicaria em total falta de caridade.

Virtude esta pregada, diversas vezes, por Jesus.
O pensamento correto seria:
“Devemos nos preocupar com nossa vida futura, nossa vida espiritual” não nos apegando somente à matéria.

Quantas são as pessoas que não podem freqüentar uma religião porque um de seus familiares não permite?
Quantas são as pessoas que vão às escondidas ao Centro Espírita?

(Herculano Pires conta em um de seus livros que ele e sua família faziam reuniões às escondidas porque era proibido por lei!).

Hoje, felizmente temos liberdade, mas mesmo assim há ainda pessoas que interpretam o espiritismo de forma equivocada, mas infelizmente nunca se interessaram em ler uma linha sequer das obras de Allan Kardec porque certamente o saberiam uma Doutrina de Amor!

Muitos ainda não proclamam abertamente sua religião para não perturbar o ambiente doméstico.
O Espiritismo ensina que devemos ser exemplos de conduta e nós paulatinamente devemos deixar o “homem velho” e irmos vestindo a roupa de um novo homem, e a única forma de fazer com que “outros” que estão á nossa volta como pais, cônjuges e filhos aceitem a nossa nova filosofia ou religião é justamente quando vêem em nós a nossa auto-melhora.

Praticar novas virtudes que vamos aprendendo e lentamente aplicando em nossa conduta de vida.
Seguir o apostolado de Jesus é procurar pouco a pouco assemelhar-se á ele.

Deixar os Mortos enterrar os mortos
Em Lucas Cap. 9 Vers. 59 e 60 encontramos a seguinte passagem:
“Jesus, antes de segui-lo permiti que eu enterre meu pai? E Jesus respondeu: - Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”

Certo que as circunstâncias em que foram ditas essas palavras não exprimem uma censura àquele que considera um dever de enterrar o pai, mas sim um sentido profundamente de ordem espiritual.
O que está “morto” é o envoltório material que reveste nosso espírito que jamais morre.
O corpo não é senão uma veste grosseira, um cárcere que prendo o espírito á Terra que se sente feliz de estar livre.
Mais um belo ensinamento de Jesus que nos leva a refletir sobre muito em nosso apego à matéria.
Jesus alerta que não há “Morto” algum e sim uma nova vida que se refaz.

Não vim trazer a paz mas a divisão
Em Mateus Cap. X vers. 34-36“Não penseis que eu vim trazer a paz sobre a Terra, eu não vim trazer a paz, mas a espada”

Nós bem sabemos que Jesus fora o mais importante dos missionários que esteve entre nós, motivo este pelo qual o espiritismo o tem como Governador da Terra.

Mas também sabemos que novas verdades são difíceis de serem aceitas desde os primórdios e enquanto o homem não for suficientemente evoluído haverão brigas de toda ordem.

Sócrates que precedeu Jesus por ter pregado verdade, justiça e amor entre os homens foi condenado a se matar ingerindo a cicuta.

Saulo de Tarso, soldado Romano, que perseguia a Jesus que ao ver o grande amor resolveu converter-se ao cristianismo tornando-se seu grande defensor por isso mesmo foi preso, julgado e condenado à morte.

Quantas são as guerras consideradas santas em nome de Deus? Infelizmente ainda na atualidade homens não compreendem o cristianismo.
E Jesus ao citar sua parábola certamente sabia da falta de entendimento dos homens ele que se deixou crucificar e até o último momento amou-nos e pediu ao Pai Perdão por nós.

O que nós podemos fazer
O que o espiritismo ao ser trabalhado, ao ser divulgado, tem a importante missão de fazer é justamente tirar o véu que encobre muitos rostos.
Levar os homens a mais profunda das reflexões.
A Moral de Jesus é senão a prática do bem sem cessar do amor incondicional.
E o que devemos, como cristãos, é senão nos abraçarmos mutuamente no ideal crístico.

COMPREENDER
Será que fazemos isto com nossos familiares, sabemos compreender uma ou outra dificuldade? Estamos, ao menos, nos preparando para sermos mais compreensivos?

ACEITAR
Aceito as diferenças que encontro por aí, aceito minhas condições aflitivas vez ou outra, aceito que ainda preciso evoluir e me auto-melhorar?

REALIZAR
Trabalho em contínuo minhas dificuldades? Procuro praticar aquilo que ouço, estudo ou vejo? Ajo no bem e no amor em constante?

Não há outro caminho a seguir senão o amor maior que Jesus pregou, mas precisamos cada vez mais?

COMPREENDER as diferenças,
ACEITAR que se temos dificuldades, preciso aprender e crescer com elas
REALIZAR agindo, a ação de auto-aprimoramento de toda ordem moral, espiritual, cultural....

Crescer é fazer e acontecer como Jesus assim o fez e por este motivo é lembrado até hoje EM TODOS OS CANTOS DA TERRA!

Muito obrigada por sua atenção. Paz e Luz a todos!

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